Publicado por: leonardodtox | 07/12/2009

Pescaria de Robalos

Pescaria realizada com nossos amigos Adriano e Galleas.

Artigo por : @leonardobettega

Publicado por: mestrejc | 25/11/2009

Monofilamento X Multifilamento

Qual a melhor opção durante a pescaria? A tradicional linha de monofilamento ou a mais recente e moderna linha de multifilamento? Ambas têm as suas vantagens e desvantagens. Para cada tipo de pescaria, um tipo de linha ideal.

A linha de monofilamento (nylon) foi inventada por ocasião da 2ª Guerra Mundial, e ao longo desse anos evoluiu muito e se mostra como a preferida da grande maioria dos pescadores, por seu baixo custo, opções de diâmetro e resistência, e suas várias aplicações.

Entretanto, surgiu na década passada uma nova opção de linha de pesca, que é a linha de multifilamento. Essa linha relativamente nova é fabricada com fibras sintéticas muito finas (chamadas Dyneema ou Spectra), que são trançadas ou “fundidas”, sendo que algumas recebem tratamento de superfície para reduzir sua aspereza.

As linhas de multifilamento trouxeram como características próprias a sua enorme resistência (são pelo menos duas vezes e meia mais resistentes que os monofilamentos de mesmo diâmetro), sua elasticidade que é quase nula (melhor sensibilidade e resposta imediata nas fisgadas), a virtual inexistência de memória (estão sempre livres, sem efeito de mola), e sua durabilidade, que é muito maior em uso normal.

Essas “superlinhas”, como são também chamadas, foram desenvolvidas inicialmente para a pesca no mar, a grandes profundidades, onde o movimento do peixe na outra extremidade pode ser sentido com facilidade e a fisgada tem efeito imediato. São ótimas também para a pesca de corrico, pois por serem muito mais finas oferecem menor resistência à água, permitindo que a isca alcance e se mantenha na profundidade desejada. As multi são também efetivas na pesca de peixes de boca dura, como dourados e cachorras, onde a fisgada tem de ser mais firme.

Acontece que as linhas de multifilamento têm também seus senões, que devem ser avaliados pelos pescadores antes de se decidirem em adotá-las. Vejamos:

- Preço: as linhas de multifilamento são ainda muito caras, se comparadas com as de monofilamento, diríamos em média três vezes mais caras.

- As linhas de multifilamento têm a tendência de se “enterrar” em si próprias no carretel, provocando as famosas cabeleiras (isso pode ser evitado se a linha for enrolada cuidadosamente e bem apertada, repetindo-se ocasionalmente essa operação)

- O uso da linha multifilamento requer regulagem diferente no freio da carretilha (ou molinete), usando-se menos frenagem, para compensar a falta de elasticidade e a pronta resposta que essa linha tem na fisgada.

- Linhas de multifilamento são usualmente ásperas em sua superfície, e danosas tanto para as varas que não sejam apropriadas ao seu uso (passadores revestidos de titânio) como também, sendo bem mais finas, são perigosas e cortantes se manuseadas sem proteção, em caso de enroscos, etc.

- As linhas de multifilamento são opacas e portanto visíveis na água, e usualmente requerem um líder de monofilamento ou de fluorcarbono, para maior dissimulação da isca.

- Embora as linhas de multifilamento sejam muito resistentes e duráveis em uso normal, se mostram frágeis quando entram em atrito com estruturas, como quinas de pedras. Se a linha “ralar” numa dessas quinas, começam a romper os microfilamentos, até a completa ruptura da linha. Esse é outro motivo para serem usadas com um líder de fluorcarbono ou de monofilamento mais grosso.

- Registramos ainda que as linhas multifilamento são mais difíceis em relação aos nós, seja para amarrar equipamentos terminais (anzóis, iscas, giradores), como para emendar duas linhas diferentes, requerendo nós especiais e mais trabalhados. Os nós têm de ser bem feitos e testados, pois essas linhas tendem a “escorregar” quando os nós não são apropriados. Elas são também difíceis de cortar, requerendo tesouras serrilhadas ou canivetes bem afiados.

Foi natural que os fabricantes das linhas de monofilamento reagissem à concorrência das novas linhas, lançando no mercado novos produtos, melhorando a qualidade e resistência das linhas, tanto em relação à ruptura como quanto à abrasão. Foram também melhoradas a maciez, a resistência aos nós e a redução da “memória” das mono, com o surgimento das linhas chamadas de copolímeros. Essas linhas são basicamente um miolo mais duro e resistente, revestido de uma resina que torna a linha mais macia e de baixa memória. Surgiram também linhas que receberam um tratamento de superfície com flúor (“fluor coated”), o que melhorou também o atrito da linha nos passadores e a distância de arremesso.

Linhas de monofilamento ou de multifilamento? O pescador deverá escolher o que for melhor para sua pescaria.

 

Aproveitando um post lá vai um tutorial de como juntar as duas linhas para fazer como líder ,video com nossos amigos Reinold e Marquinhos:

Nó da meia noite (Midnight Knot)

 

 

Artigo por : @leonardobettega

Publicado por: mestrejc | 23/11/2009

Nós & os nós

Todo pescador tem que saber fazer nós. Às vezes, os nós são os grandes responsáveis por nossos sucessos ou insucessos na pescaria, pois o nó é o elo mais fraco no “cabo de guerra” entre o pescador e o peixe tão desejado.

Por isso, alguns cuidados são fundamentais ao fazermos qualquer tipo de nó, como os seguintes:

. Não economize linha ao fazer o nó;

. Lubrifique sempre o nó (com saliva ou água);

. Aparência também é importante: se não parecer bem feito, refaça o nó;

. Use um cortador de unhas, tipo Trim, para aparar os nós.

Existem hoje dezenas de nós, e para descrevê-los seriam necessárias muitas páginas, fotos e diagramas, mas nossa intenção aqui é simplificar, concentrando-nos em uns poucos nós, eficientes e práticos. São nós que atendem a quase todas as nossas necessidades, sem grandes complicações. Nesta apresentação, dividiremos os nós em dois grupos:

a) Nós de União: usados para unir duas linhas que podem ser de monofilamento, multifilamento, fluorocarbono, ou aço flexível encapado

b) Nós terminais: usados para amarrar a linha de pesca a algum acessório, que pode ser: giradores, snaps, anzóis, bóias, etc.

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NÓS DE UNIÃO:

1º) Nó Albright: usado quando se quer prender um líder de linha mais grossa à linha principal, mais fina, e pode ser: monofilamento x monofilamento mais grosso, mono x fluorocarbono, mono x multifilamento, ou mono x aço encapado.


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2º) Nó de Sangue: usado quando vamos unir linhas de diâmetros iguais ou com até 50% de de diferença de diâmetro.


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3º) Nó multi-mono: usado quando se quer unir monofilamento ou fluorocarbono à linha de multifilamento. É baseado no nó Albright, com modificação que visa sobrepor o multifilamento e deixá-lo mais apertado no fluorocarbono.


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NÓS TERMINAIS

1º) Nó Único: usado para amarrar anzóis, snaps, giradores, bóias, enfim pode ser usado em quase todas as situações, inclusive para amarrar as linhas aos carretéis de molinetes e carretilhas. Não é recomendado para linhas multifilamento.

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2º) Nó Palomar: usado para prender anzóis, giradores, snaps, este nó é especialmente indicado para fazer nós terminais quando usamos linhas multifilamento, pois é muito simples e de alta resistência.

Acredito que o pescador que dominar a execução dos cinco nós acima estará muito bem servido, em qualquer das suas necessidades, em breve mais nós mais avançados.

Artigo por : @leonardobettega

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